O nome nasce das iniciais do meu pai.
Mas este projeto nunca foi apenas sobre um nome.
Ao longo dos anos, através da música, fui percebendo que aquilo que criamos não desaparece. Mesmo depois de partirmos, algo fica — no som, nos títulos, nas marcas silenciosas que deixamos.
Há uma espécie de permanência nisso. Uma forma discreta de imortalidade.
Eu nunca vou esquecer o meu pai. Não preciso disto para o lembrar.
Isto existe para que ele não seja esquecido.
Para que o nome dele continue presente — não só na memória, mas em algo que pode ser encontrado, ouvido e sentido… muito depois de eu já cá não estar.
Há histórias aqui. Momentos. Fragmentos de uma vida que marcou.
Algumas são para quem o conheceu. Outras são para quem nunca teve essa oportunidade.
A minha sobrinha nasceu apenas três meses antes de ele partir. Ele chegou a pegá-la ao colo… mas ela nunca se vai lembrar dele.
Um dia, quando for mais velha, vai poder vir aqui — ouvir, sentir — e conhecê-lo de uma forma que as palavras nunca seriam suficientes para dar.
Porque a música transporta mais do que memória. Transporta presença.
Esta é a minha forma de o honrar. E de garantir que, de alguma forma… ele permanece.